

Nascido em Poções Bahia em 1981 e radicado em São Paulo, onde iniciou sua carreira artística, estudando com os maiores nomes da arte figurativa. Fez desenho e modelo vivo com professor Luís Alberto, na Associação Paulista de Belas Artes, estudando depois, com o mestre Jorge Abraão Esteves: teoria da cor e anatomia de animais, principalmente os cavalos.
Com formação rápida e desenvolvimento surpreendente, definiu seu estilo com uma pintura fina e extremamente detalhista, ganhando vários prêmios. Começou então uma nova fase de sua carreira: o ser humano como base do seu trabalho, por meio de expressões fortes e que captam o momento íntimo de cada ser. A alma do ser humano em diversas fases. Seus detalhes característicos chamaram a atenção de diversos críticos e marchands, marcando sua presença na pintura hiperrealista brasileira.
Na magia de uma construção sugerida pela natureza, Marcos Damascena intervém com sua fantasia criativa e sobre o traçado de diferentes matrizes culturais, sensibiliza os observadores de suas obras, despertando múltiplos sentimentos. O artista constrói, por meio da forma e da cor, suas rimas pictóricas, capazes de transmitir ao fruitor na sua integralidade a harmonia e a poesia. Com técnica segura e precisa na riquesa dos detalhes, esboça o tema sobre a tela, por meio de um desenho claro que preenche com cromatismo de tons acesos, que lentamente reduz e atenua com uma luminosidade suave e sugestiva.
Emanuel Von Lauenstein Massarani - Crítico de arte e Superintendente do Patrimônio Cultural da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo





REFLEXÃO
Envolto em um mundo capitalista onde a pressa consome o homem, onde a informação deixa-nos preguiçosos. O imediatismo é a razão da passividade, e nos preenchemos de coisa alguma, Pois a substância necessária está no íntimo, ligadas ao tempo onde convivem juntas: disciplina e vontade; entender a razão por quais algumas pessoas estabelecem como boas e tomam como reverências a serem seguidas. É uma lei que muitos não querem pagar e culpam os mesmos pelo um segredo que não existe. Essa fórmula mágicas onde pessoas fragas, leigas ou pressas na obscuridade do imediatismo do mundo contemporâneo, culpam seus referencias por não passarem a fórmula mágica que não existe. Por não quererem pagar o preço e o tempo necessário para tornarem-se bons também. Então caem nas mãos de enganadores que muitas vezes fazem o trabalho deles; não explicam como chegar a determinado fator, e passam o trabalho fraco sem identidade. São vendidos como se fossem deles. Estou desabafando por lembra de um fato triste e curioso: Quando lecionava desenho e pintura na fruto de arte,lembro-me de um rapaz que me foi apresentado querendo informação de como era o meu curso; engraçado é que ele me cumprimentou e falou que já conhecia meu trabalho e que achava fantástico! Falei obrigado. Então, Como é o seu curso mesmo? Ele foi me dizendo: é que já estou cansado de enganadores que ficam de segredinhos e não passam a cor que deixam as pinturas realistas, ficam passando desenho. Então eu Marcos Damascena lhe perguntei; por que você acha isso? É que eu já desenho, disse o rapaz e não preciso de desenho para pintar, tem carbono projetor... O segredo esta na cor afirmou. Então resolvi lhe perguntar Já sabendo que ele iria culpar grandes artistas. Quais foram esses professores que te ensinaram desta forma.
-Ah! Na verdade sou audotidata, pinto bem, você precisa ver. É que eu sentir a necessidade de melhorar né! Como sei que a cor dá mais realismo e gosto de pintar coisas difíceis, como figura humana e animais; vi uma pintura de Mauricio Takiguthi, então fui aprender com ele com ele. Por meu! Fiquei três meses lá e o cara só queria que eu desenhasse para aprender ver! Ele não queria era que eu pintasse, pois assim não tinha ninguém pra competir com ele. Acredita; dois anos de desenho? Logo percebi que o rapaz não sabia o que estava falando, por essa razão resolvi cortá-lo. Você vai desculpa-me, mas, o Maurício está certo, e comigo como o seu professor, vai ser da mesma forma. O cara se virou falou dois palavrões e sumiu. Melhor assim... Depois dessa ainda tive outras experiências quando lecionava, mas, essas, deixo para o segundo tempo.
De fato meu caso como Pintou é tanto quanto extraordinário; aprendi muito rápido, mas também, o tanto que eu me dedico e a disciplina que tenho até hoje fazem- me dá saltos. Não corro querendo terminar um desenho ou pintura, com o tempo a gente executa menos e mais rápido e o fator é que o treino, o tempo e a disciplina nos integram com o todo, por isso se torna normal. Todo conhecimento adquirido é colocado no subconsciente e é utilizado pelo lado direito cerebral que nos faz mágicos, até chegamos a um excelente nível técnico e prático, para isso temos que passar pelo tempo, nos esforçando até que a transpiração torna-se inspiração. O fato de o leigo considerar a cor como a coisa mais importante na pintura é que os leigos entendem que por ser pintura, basta simplesmente colorir. E a pintura não é só cor, aliás, muito longe disso. O determinante em uma pintura são os efeitos ilusórios, passados pelos grandes artistas; não a ilusão, passada pelos grandes enganadores que dizem ser professores. Como Pintor, tenho a obrigação de esclarecer essa simples questão: um bom quadro realista ou não realista está em três problemas a serem resolvidos.
1°- Cinqüenta por cento do quadro deve dizer respeito à composição.
2°- Trinta por cento determinante da harmonia é o valor.
3°- vinte por cento a cor.
Como diz o Mestre Carmelo Gentil, um bom quadro é um toque de cor em um mundo sem cor. É isso, uma historia um desabafo e uma reflexão. O imediatismo passa o ser humano não. Evoluiremos e usaremos as mensagens dos grandes mestres: fazer tudo com amor e esqueceremos o imediato e nos integraremos ao prazer de aprender.
Marcos Damascena






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