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Painting is silent poetry, and poetry is painting that speaks. Simonides

Lisa Santos - Lisa Santos Silva












Lisa Santos  - Lisa Santos Silva

Lisa Santos Silva nasceu no Porto, em 1949, onde frequentou a Escola Superior de Belas Artes, mas radicou-se há anos em Paris, cidade onde vive e trabalha. Apesar disso, o facto de ter crescido em Angola marcou-a profundamente no plano cultural, e o imaginário dessa experiência repercute-se em grande parte no seu trabalho. A sua carreira artística, sobre a qual têm escrito vários intelectuais prestigiados, desenvolve-se em boa medida em Portugal, onde expõe com regularidade. António Tabucchi é um dos que escreveu sobre esta pintora, tendo destacado a riqueza imaginativa do seu universo.

Lisa Santos Silva começou a expor colectivamente em Lisboa, em 1975, no Museu Nacional de Arte Antiga. Expõe depois numa colectiva em Paris, numa mostra promovida pela Fundação Calouste Gulbenkian. Seguem-se participações em colectivas na Suécia, no Museu de Arte Contemporânea de Brasília, na Galeria Jean Briance, em Paris, em Copenhaga, em Lisboa, na Sociedade Nacional de Belas Artes, ou no Museu de Serralves, onde integrou a Perspectiva Alternativa Zero, réplica de uma mostra organizada em meados da década de 70 por José Ernesto de Sousa e que constituiu um marco na alteração da mentalidade estética relativamente à produção artística realizada em Portugal. A pintora também tem marcado presença na FIAC, Feira Internacional de Paris.



Quanto a exposições individuais, a primeira teve lugar em 1973, na Galeria Prisma, em Lisboa. Cerca de uma década depois, em 1984, inicia uma actividade expositiva regular repartida por Paris, Bruxelas e Lisboa. Em 2003 e 2004 apresentou-se em mostras individuais na Galeria 111, respectivamente em Lisboa e no Porto. Realizou também em 2004 uma exposição individual no Museu do Traje, em Lisboa.

“O que Lisa Santos Silva pinta, quando pinta olhos, dos mais negros aos mais transparentes, bocas, narinas, orelhas, é que de onde menos se espera, de lá onde estava e está o vermilhão do amor, do desejo, da amizade, vem também a luz que cega e amputa. Olhos que olham como num instantâneo essa dor, por ela trespassados, arrebatados, e que nos olha a nós como cúmplices, não do seu espanto, mas da força mutilante” escreveu Maria Belo, intelectual ligada à psicologia e uma figura emblemática da geração de intelectuais portugueses que protagonizaram os anos 60. Palavras que se ajustam na perfeição ao conjunto de telas aqui apresentadas. Nela sobressai um universo feminino e poderoso, por onde ecoam também algumas heranças surrealizantes.

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