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Painting is silent poetry, and poetry is painting that speaks. Simonides

João Cutileiro

















João Cutileiro


João Cutileiro, OSE (born 26 June 1937, at Lisbon) is a Portuguese sculptor.He is famous around the world for his works depicting women's torsos in marble.

He's also the author of several pieces of modern public sculpture, being the most famous, his statue of Sebastian of Portugal, inaugurated in 1973, in Lagos. This work marks the end of the academic historical sculpture of the Estado Novo, and the beginning of a new era of contemporaneity in the Portuguese public sculpture.














João Cutileiro

João Pires Cutileiro é um escultor português, nascido em Lisboa a 26 de Junho de 1937. Sua mãe, de nome Amália era de Pavia, no Alto Alentejo, e foi viver para Évora, onde se casou com José Cutileiro, um médico da Organização Mundial da Saúde aí sediado. Dos três filhos do casal, João Cutileiro é o do meio.


Aos quatro anos, Cutileiro muda-se para os Açores, para a ilha Terceira, onde se sitiava o novo posto de seu pai, e regressa ao continente em 1943.

Aí, em Lisboa, a sua casa foi frequentada pela chamada intelligentsia, um grupo de personalidades da época. António Pedro, um deles, trá-lo para desenhar no seu atelier, em 1946. Durante os dois anos que aí trabalhou, foi fortemente influenciado pelo Surrealismo.

Entre 1949 e 1951, passa a frequentar o estúdio de Jorge Barradas onde executa trabalhos de modelismo e de pintura, para além de vidrados de cerâmica. Descontente, muda-se para o atelier de António Duarte, onde é assistente de canteiro, voluntário, durante dois anos. Lá se dá o seu contacto com a pedra, pois tinha como trabalho ampliar os modelos do mestre canteiro, passá-los a gesso e, a esses últimos, metamorfoseá-los no mármore.

Com apenas catorze anos, no ano de 1951, Cutileiro apresenta a sua primeira exposição individual em Reguengos de Monsaraz, numa loja de máquinas de costura, mostrando esculturas, pinturas, aguarelas e cerâmicas.


...

A Caminho de Cabul, para visitar o seu pai que lá ficaria um ano, passou por Florença, onde se encantou pela obra de Miguel Ângelo e confirmou a certeza da fixação na escultura, que existia desde os seus seis anos, quando esculpiu um presépio. Na volta, inscreve-se na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa sendo aluno de Leopoldo de Almeida.

Não passa mais do que dois anos na referida Escola Superior, entre 1953 e 1954, por perceber que em Portugal o único material considerado prestável era o bronze e as pesquisas eram travadas. Sai do país e dirige-se a Londres, à Slade School of Art. Nesse curso desenvolveu a sua capacidade com o seu mestre escultor Reg Butler e no final recebeu três prémios: Composição, figura e cabeça.

Ao começar a utilizar máquinas eléctricas para executar o trabalho, dedica-se ao mármore e surgem as figuras , as paisagens as caixas e as árvores. Nos dez anos seguintes a 1961 faz cinco exposições em Lisboa e uma no Porto

Em 1970 regressa à pátria e instala-se em Lagos e é lá que executa a sua obra mais polémica, D.Sebastião, eregida nessa mesma cidade.

Essa obra confontou o academicismo do Estado Novo e recebeu fortes críticas e diz, numa frase irónica, que desistia da escultura, passando a ser apenas «um fazedor de objectos destinados à burguesia intelectual do ocidente» espantando os escultores por, segundo ele próprio, ser essa mesma a função de um escultor, a de criador de peças decorativas. Esta frase pretende também menosprezar as críticas de quem o achava escultor menor.

Conquistou uma menção honrosa no Prémio Soquil no ano de 1971 e, cinco anos mais tarde as suas esculturas e mosaicos foram expostos em Wuppertal na Alemanha, seguindo-se exposições em Évora (1979, 80 e 81) e, no ano de 1980, a sua obra volta à Alemanha, mas a Dortmund. Nesse mesmo ano, expões em Washington D.C. e na Sociedade Nacional de Belas Artes. No ano seguinte participou no Simpósio da Escultura em Pedra, na cidade de Évora e numa exposição na Jones Gallery em Nova Iorque.

A sua costela alentejana impulsiona-o a mudar-se para Évora no ano de 1985 e aí está exposta, na sua casa, uma grande parte do seu leque de obras.

As Meninas de Cutileiro, ironicamente chamadas, são provavelmente o tema mais famoso de Cutileiro e valeram-lhe (e valem) a mais distinta glória e dinheiro, mas também desprezo da parte de alguns.

No ano de 88, Cutileiro realiza exposições em Almansil, Macau e Lisboa e no ano seguinte faz novas exposições em Almansil e na Capital de Portugal. Em 1990 elabora uma exposição que se apresenta como a retrospectiva da sua arte em Lisboa, na Fundação Calouste Gulbenkian. Daí resultou a armagura de só ver mostrada parte da sua obra e que não irira conseguir reunir todos os seus trabalhos de uma só vez.

Nos anos de 1992 e 93, o mestre realiza mais exposições em Bruxelas, Luxemburgo, Évora, Guimarães, Lagos, Almansil e Lisboa. Faz nos anos seguintes mais exposições.

Embora de grande prestígio e muito cobiçadas, poucas foram as suas peças edificadas publicamente após o D. Sebastião.



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