



Duma was born in Lisbon, in 1973.
Lives and works in Oeiras, Portugal
She studied advertising in IADE (Visual Arts, Design & Marketig Institute) and also
studied Painting and Drawing at the National Society of Fine Arts, in Lisbon.
"The feminine figure is something natural in my work, it's like a piece of me represented in each canvas.
I like to show to the viewer just a little piece of the full scene. I like to leave space for the viewer’s imagination.
In each frame there is an unlimited universe of actions, thoughts and emotions, each character shows us just a little bit of its personality, it’s like a frozen frame of a movie or a camera shot of a moment.
I was always very attracted to represent the human shape, particularly portraits.
However, the kind of portrait I want to convey, is not of anyone in particular, I don’t want to provide a specific identity, I just want to represent an overall feeling of femininity.
By taking away the eyes, I surround the character in mistery, making it more abstract, forcing the viewer to create a story around it. That’s complemented with the framing I choose and a simple and clear background. Each one allows the viewer to use his imagination and provides a unique and individual experience of the painting.
I have a very graphic, clean, soft, but at the same time strong, simple style, very influenced by graphic design, digital illustration, photography, fashion and the simple fact of being a woman."
Duma
Lives and works in Oeiras, Portugal
She studied advertising in IADE (Visual Arts, Design & Marketig Institute) and also
studied Painting and Drawing at the National Society of Fine Arts, in Lisbon.
"The feminine figure is something natural in my work, it's like a piece of me represented in each canvas.
I like to show to the viewer just a little piece of the full scene. I like to leave space for the viewer’s imagination.
In each frame there is an unlimited universe of actions, thoughts and emotions, each character shows us just a little bit of its personality, it’s like a frozen frame of a movie or a camera shot of a moment.
I was always very attracted to represent the human shape, particularly portraits.
However, the kind of portrait I want to convey, is not of anyone in particular, I don’t want to provide a specific identity, I just want to represent an overall feeling of femininity.
By taking away the eyes, I surround the character in mistery, making it more abstract, forcing the viewer to create a story around it. That’s complemented with the framing I choose and a simple and clear background. Each one allows the viewer to use his imagination and provides a unique and individual experience of the painting.
I have a very graphic, clean, soft, but at the same time strong, simple style, very influenced by graphic design, digital illustration, photography, fashion and the simple fact of being a woman."
Duma
Duma nasceu em Lisboa, em 1973.
Vive e trabalha em Oeiras.
Licenciada em Publicidade pelo IADE (Instituto de Artes Visuais, Design e Marketing).
Frequentou os cursos de Desenho e de Pintura da Sociedade Nacional de Belas Artes, em
Lisboa.
“A figura feminina, no meu trabalho, é algo natural em mim, é como um bocado de mim mesma que se representa em cada tela. Gosto de mostrar ao espectador apenas uma pequena parte de todo o cenário. Gosto de deixar espaço para a imaginação do espectador.
Em cada enquadramento existe um universo ilimitado de acções, pensamentos e emoções, cada personagem mostra-nos apenas uma pequena parte da sua personalidade, é como um frame congelado de um filme ou um rápido momento captado por uma câmera fotográfica.
Sempre me senti muito atraída por representar a figura humana, particularmente o retrato. No entanto, o tipo de retrato que quero mostrar não é o de alguém em particular, não quero dar uma identidade específica, quero somente representar uma ideia de feminilidade.
Retiranto o olhar, a personagem fica envolvida em mistério, forçando o espectador a criar uma história à volta dela. Isso é complementado com o enquadramento que faço e com um fundo liso e simples, também sem identidade. Ao "forçar" a imaginação, cada personagem providencia uma experiencia única e individual para cada espectador.
A nível técnico apresento as minhas personagens de uma forma muito gráfica, limpa e quase minimal. As gradações de sombra são bem definidas e demarcadas como ilustrações vectorizadas em computador, cujo resultado final faz lembrar uma impressão.
Sou muito influenciada pelo design gráfico, ilustração, fotografia, moda e pelo simples facto de ser mulher.”
Duma
"As mulheres de Duma" - José Luís Peixoto
"É possível imaginar se as mulheres de Duma estão a olhar na nossa direcção,se estão a ver-nos, mas não é fácil ter a certeza. O que dificulta esse definitivo não é a ausência da imagem dos seus olhos, uma vez que os seus olhares são tão presentes, são inegáveis, têm temperatura. O que impede que não possamos saber a sua real direcção é o facto de ignorarmos a disposição dos espelhos que as rodeiam e a espessura da lente através da qual observamos. A indefinição destes dados não nos deixa saber qual a distância exacta a que estão de nós e quais os contornos precisos da relação que partilhamos com elas. A indefinição destes dados não nos deixa saber quase nada sobre nós próprios e, assim, perante a forma e a cor, somos uma perspectiva, alguém, uma entidade que nasceu num dia determinado e que chegou aqui, carregando dúvidas existenciais. A vida, que parece tanto, que parece tudo, encontra-se submersa nessas dúvidas. As mulheres de Duma definem um mundo e não conseguimos saber se está perto do nosso, e podemos beijá-las, ou se estamos a vê-lo através de binóculos, telescópios, e nos são para sempre inacessíveis. Se não existirem espelhos ou lentes, então é ainda mais difícil. Somos pessoas e fazemos pouco sentido perante a perfeição. Não conseguimos caminhar, tropeçamos em nós próprios, e temos a certeza de que todos serão capazes de perceber as nossas falhas. Desconhecemos quase tudo sobre nós. Coleccionamos algumas palavras das quais nada sabemos e que não queremos discutir na presença das mulheres de Duma. Sería expôr a nossa fragilidade, a nossa fraqueza, que é o mesmo que dizer: seria expormo-nos. As mulheres de Duma são fortes. Até a sua fragilidade é uma forma de força. Perante essa intensidade, os optimistas ensaiam uma espécie de sorriso, fingem, fazem aquilo que lhes parece mais adequado, mais certo, ignoram a sua realidade e representam um papel, transformam-se em personagem. Acreditam que, assim, as mulheres de Duma, saberão reconhecê-los como iguais. Os outros, no mesmo lugar, não fingem, porque sabem que, sem lentes, estão à distância onde as mulheres de Duma serão capazes de ouvi-los respirar, poderão mesmo sentir a sua respiração na superfície do pescoço, na delicadeza da pele, poro a poro. Sabem também que, a existir espelhos, podem estar apontados na sua própria direcção e, nesse caso, as mulheres de Duma reflectem a certeza que é o mistério e a fragilidade, em cada instante de cor ou sombra, que dá vida à vida." José Luís Peixoto
Texto do catálogo da exposição "Sweet", na Galeria São Mamede, de 24 de Março a 26 de Abril de 2011.
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Vive e trabalha em Oeiras.
Licenciada em Publicidade pelo IADE (Instituto de Artes Visuais, Design e Marketing).
Frequentou os cursos de Desenho e de Pintura da Sociedade Nacional de Belas Artes, em
Lisboa.
“A figura feminina, no meu trabalho, é algo natural em mim, é como um bocado de mim mesma que se representa em cada tela. Gosto de mostrar ao espectador apenas uma pequena parte de todo o cenário. Gosto de deixar espaço para a imaginação do espectador.
Em cada enquadramento existe um universo ilimitado de acções, pensamentos e emoções, cada personagem mostra-nos apenas uma pequena parte da sua personalidade, é como um frame congelado de um filme ou um rápido momento captado por uma câmera fotográfica.
Sempre me senti muito atraída por representar a figura humana, particularmente o retrato. No entanto, o tipo de retrato que quero mostrar não é o de alguém em particular, não quero dar uma identidade específica, quero somente representar uma ideia de feminilidade.
Retiranto o olhar, a personagem fica envolvida em mistério, forçando o espectador a criar uma história à volta dela. Isso é complementado com o enquadramento que faço e com um fundo liso e simples, também sem identidade. Ao "forçar" a imaginação, cada personagem providencia uma experiencia única e individual para cada espectador.
A nível técnico apresento as minhas personagens de uma forma muito gráfica, limpa e quase minimal. As gradações de sombra são bem definidas e demarcadas como ilustrações vectorizadas em computador, cujo resultado final faz lembrar uma impressão.
Sou muito influenciada pelo design gráfico, ilustração, fotografia, moda e pelo simples facto de ser mulher.”
Duma
"As mulheres de Duma" - José Luís Peixoto
"É possível imaginar se as mulheres de Duma estão a olhar na nossa direcção,se estão a ver-nos, mas não é fácil ter a certeza. O que dificulta esse definitivo não é a ausência da imagem dos seus olhos, uma vez que os seus olhares são tão presentes, são inegáveis, têm temperatura. O que impede que não possamos saber a sua real direcção é o facto de ignorarmos a disposição dos espelhos que as rodeiam e a espessura da lente através da qual observamos. A indefinição destes dados não nos deixa saber qual a distância exacta a que estão de nós e quais os contornos precisos da relação que partilhamos com elas. A indefinição destes dados não nos deixa saber quase nada sobre nós próprios e, assim, perante a forma e a cor, somos uma perspectiva, alguém, uma entidade que nasceu num dia determinado e que chegou aqui, carregando dúvidas existenciais. A vida, que parece tanto, que parece tudo, encontra-se submersa nessas dúvidas. As mulheres de Duma definem um mundo e não conseguimos saber se está perto do nosso, e podemos beijá-las, ou se estamos a vê-lo através de binóculos, telescópios, e nos são para sempre inacessíveis. Se não existirem espelhos ou lentes, então é ainda mais difícil. Somos pessoas e fazemos pouco sentido perante a perfeição. Não conseguimos caminhar, tropeçamos em nós próprios, e temos a certeza de que todos serão capazes de perceber as nossas falhas. Desconhecemos quase tudo sobre nós. Coleccionamos algumas palavras das quais nada sabemos e que não queremos discutir na presença das mulheres de Duma. Sería expôr a nossa fragilidade, a nossa fraqueza, que é o mesmo que dizer: seria expormo-nos. As mulheres de Duma são fortes. Até a sua fragilidade é uma forma de força. Perante essa intensidade, os optimistas ensaiam uma espécie de sorriso, fingem, fazem aquilo que lhes parece mais adequado, mais certo, ignoram a sua realidade e representam um papel, transformam-se em personagem. Acreditam que, assim, as mulheres de Duma, saberão reconhecê-los como iguais. Os outros, no mesmo lugar, não fingem, porque sabem que, sem lentes, estão à distância onde as mulheres de Duma serão capazes de ouvi-los respirar, poderão mesmo sentir a sua respiração na superfície do pescoço, na delicadeza da pele, poro a poro. Sabem também que, a existir espelhos, podem estar apontados na sua própria direcção e, nesse caso, as mulheres de Duma reflectem a certeza que é o mistério e a fragilidade, em cada instante de cor ou sombra, que dá vida à vida." José Luís Peixoto
Texto do catálogo da exposição "Sweet", na Galeria São Mamede, de 24 de Março a 26 de Abril de 2011.
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